Matosinhos: escola de surf Onda Pura recolhe alimentos para a Obra do Frei Gil
Porto, 29 Mar (Lusa) - A escola de surf Onda Pura, em Matosinhos, iniciou hoje uma campanha de recolha de alimentos e artigos de higiene destinados à Obra do Frei Gil, instituição de solidariedade social que presta assistência a cerca de 150 crianças.
"Num país onde o apoio social é escasso, cabe à sociedade civil um papel activo e este é o nosso pequeno contributo", justifica Marcelo Martins, professor na escola Onda Pura.
A campanha vai decorrer hoje e domingo e no fim-de-semana de 05 e 06 de Abril.
A escola está a pedir produtos que a instituição mais necessita, como arroz, azeite, óleo, conservas e cereais, bem como produtos de higiene pessoal, como gel de banho, champô, dentífricos e fraldas.
Os bens serão recolhidos nas instalações da escola de surf Onda Pura, na praia do Titan, em Matosinhos, e posteriormente entregues à Obra do frei Gil.
A Onda Pura colabora há vários anos com esta instituição de apoio a crianças carenciadas, através da oferta de aulas de surf gratuitas, no Verão, para permitir aos jovens experimentar este desporto e sensibilizá-los para práticas de vida saudáveis.
A Obra do Frei Gil é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, fundada em 1942 pelo Frei Gil Alferes, tendo como principal objectivo a promoção pessoal e social de crianças e jovens em risco, proporcionando-lhes a satisfação das suas necessidades básicas, auto-estima, equilíbrio emocional, e condições de vida o mais aproximadas de uma estrutura familiar.
Actualmente, a Obra tem quatro casas para crianças e dois berçários, onde presta assistência a 150 crianças.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-03-29 15:00:01
segunda-feira, 7 de abril de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
rtp1 - 01/10/2005
Instalações no Porto em ruína ameaçam segurança de 20 menores
A Obra do Frei Gil declarou-se hoje incapaz de resolver o problema de alojamento de 20 adolescentes e jovens à sua guarda em instalações "em risco de ruína" na Rua da Boavista, no Porto.
"O telhado ameaça ruir a qualquer momento e os menores ali instalados estão a pernoitar, por razões de segurança, num apartamento que alugámos nas imediações", disse à Lusa o director- adjunto da Obra do Frei Gil, Luís Lourenço.
Em causa está a chamada Casa do Estudante - onde a Obra do Frei Gil alberga menores a partir dos dez anos - "uma construção com mais de um século, muito degradada, impossível de recuperar sem investimentos avultados", testemunhou Raquel Guimarães, voluntária da instituição.
Raquel Guimarães e Luís Lourenço referiram que outras instalações da Obra do Frei Gil no Porto, situadas na Rua António Patrício e que acolhem 15 crianças dos dois aos dez anos de idade, estão em melhores condições de conservação, mas são bastante exíguas.
"É uma autêntica casa de bonecas", descreveu Luís Lourenço.
Este dirigente disse que a instituição iniciou, em Outubro do ano passado, a construção de novas instalações no Porto, junto ao estádio do Inatel, à zona de Pereiró, num terreno de 1.300 metros quadrados, cedido pela autarquia local, mas teve de parar as obras já este ano, por falta de fundos.
A interrupção concretizou-se quando estavam investidos 300 mil euros, metade de fundos próprios e o restante através de financiamento bancário.
"Não tínhamos hipóteses de assumir mais encargos bancários sem pôr em risco o normal funcionamento da instituição e somos incapazes de prosseguir sem ajudas", admitiu Luís Lourenço.
A instituição elaborou uma pré-candidatura para co-financiamento da obra pelo Orçamento do Estado, em 1998, mas - disse o dirigente - "se calhar não conseguimos ser suficientemente explícitos a explicar a urgência do investimento".
Além das duas casas do Porto, a Obra do Frei Gil tem mais três centros de acolhimento - Mira, Santa Maria da Feira e Vila Nova de Gaia - com um total de 145 menores, em regime de internato, que os tribunais de menores consideram em risco.
A instituição, fundada em 1942 e tutelada pela Diocese de Coimbra, tem também uma escola em Bustos, concelho de Vagos, frequentada por centenas de alunos.
Frei Gil, um frade dominicano que morreu em 1979, lançou a obra com o seu nome à imagem e semelhança da Obra do Padre Américo, mas a instituição reajustou a sua estrutura pedagógica, confiando a direcção técnica a especialistas.
Agência LUSA2005-10-01 11:00:01
A Obra do Frei Gil declarou-se hoje incapaz de resolver o problema de alojamento de 20 adolescentes e jovens à sua guarda em instalações "em risco de ruína" na Rua da Boavista, no Porto.
"O telhado ameaça ruir a qualquer momento e os menores ali instalados estão a pernoitar, por razões de segurança, num apartamento que alugámos nas imediações", disse à Lusa o director- adjunto da Obra do Frei Gil, Luís Lourenço.
Em causa está a chamada Casa do Estudante - onde a Obra do Frei Gil alberga menores a partir dos dez anos - "uma construção com mais de um século, muito degradada, impossível de recuperar sem investimentos avultados", testemunhou Raquel Guimarães, voluntária da instituição.
Raquel Guimarães e Luís Lourenço referiram que outras instalações da Obra do Frei Gil no Porto, situadas na Rua António Patrício e que acolhem 15 crianças dos dois aos dez anos de idade, estão em melhores condições de conservação, mas são bastante exíguas.
"É uma autêntica casa de bonecas", descreveu Luís Lourenço.
Este dirigente disse que a instituição iniciou, em Outubro do ano passado, a construção de novas instalações no Porto, junto ao estádio do Inatel, à zona de Pereiró, num terreno de 1.300 metros quadrados, cedido pela autarquia local, mas teve de parar as obras já este ano, por falta de fundos.
A interrupção concretizou-se quando estavam investidos 300 mil euros, metade de fundos próprios e o restante através de financiamento bancário.
"Não tínhamos hipóteses de assumir mais encargos bancários sem pôr em risco o normal funcionamento da instituição e somos incapazes de prosseguir sem ajudas", admitiu Luís Lourenço.
A instituição elaborou uma pré-candidatura para co-financiamento da obra pelo Orçamento do Estado, em 1998, mas - disse o dirigente - "se calhar não conseguimos ser suficientemente explícitos a explicar a urgência do investimento".
Além das duas casas do Porto, a Obra do Frei Gil tem mais três centros de acolhimento - Mira, Santa Maria da Feira e Vila Nova de Gaia - com um total de 145 menores, em regime de internato, que os tribunais de menores consideram em risco.
A instituição, fundada em 1942 e tutelada pela Diocese de Coimbra, tem também uma escola em Bustos, concelho de Vagos, frequentada por centenas de alunos.
Frei Gil, um frade dominicano que morreu em 1979, lançou a obra com o seu nome à imagem e semelhança da Obra do Padre Américo, mas a instituição reajustou a sua estrutura pedagógica, confiando a direcção técnica a especialistas.
Agência LUSA2005-10-01 11:00:01
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